Ressaca é Genético? - Especial Carnaval
Feriado… carnaval… será que aquela vermelhidão, sensação de tontura, náusea que talvez você tenha sentido quando tomou seu drink são influenciadas pela genética? 🎊🍺
Bom, vamos ver como a genética pode influenciar nesses sintomas! 🧬
Os sintomas de ressaca são a resposta associada com o processo de como o corpo metaboliza o álcool. Duas enzimas principais estão envolvidas: a álcool desidrogenase (ADH) e a aldeído desidrogenase (ALDH)(Observe as reações presentes na página 2 do post).
O que acontece é que o acúmulo de acetaldeído, altamente reativo e potencialmente tóxico, pode ser o responsável por esses sintomas 🥴
Mas…. como o acetaldeído se acumula? E aí vem a genética! 🧬
A enzima ALDH é muito importante, e por isso, produzida em vários lugares da célula, como na mitocôndria, a qual é chamada de ALDH2. Super importante, ela é responsável pela maioria da quebra do acetato na célula.
O gene ALDH2 tem duas variações ou alelos (Veja nosso post sobre alelos, caso tenha dúvidas!):
- O alelo ALDH2(1), que codifica uma subunidade normal;
- E o alelo ALDH2(2), que tem uma pequena alteração no DNA e codifica uma subunidade da enzima anormal, sem função.
Essa combinação de alelos determina quão bem essa enzima funciona: Uma pessoa contendo uma subunidade defeituosa não vai metabolizar o álcool tão bem quanto uma pessoa contendo as duas subunidades ativas. Como resultado, a atividade enzimática é reduzida e a conversão de acetaldeído em acetato é diminuída, criando níveis de acetaldeído elevados no sangue depois do consumo de álcool! 🍻
Análises moleculares descobriram que a distribuição dos alelos ALDH2 varia entre diferentes grupos étnicos, sendo que entre os asiáticos, apenas cerca de 50% são homozigotos para ALDH2(1), ou seja, possuem a enzima funcional!
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